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Itambé - BA - ProCep

Itambé

ITAMBÉ BAHIA Monografia - N.° 162 Ano: 1958
ASPECTOS HISTÓRICOS O nome Itambé, que no idioma tupi significa 'pedra afiada', somente foi dado ao Município quando de sua elevação a essa categoria. Anteriormente sua denominação era Verruga - por ser banhado pelo rio de mesmo nome.
Sobre os primitivos habitantes da região pouco se conhece. É tradição corrente, porém, que no lugar conhecido por Catulé Grande, 60 quilômetros a oeste da sede municipal, teria existido um agrupamento de índios denominados Mongoiós, cujos componentes resistiram aguerridamente ao intento dos colonizadores, de se instalarem na região.
As primeiras penetrações no território teriam sido conseqüência do desejo da Coroa Portuguesa, que, objetivando livrar o interior do isolamento em que se encontrava, projetou a construção de estradas que permitissem acesso ao litoral baiano. Foi incumbido da execução desse plano João Gonçalves da Costa, na segunda metade do século XVIII, presumivelmente em 1752.
Ao cabo de alguns anos de esforços conseguiu aquele sertanista rasgar, através da mata, estradas que ligaram os sertões de Conquista a zona litorânea, recebendo da administração colonial doação de larga área.
Por volta de 1890, uma seca de grandes proporções compeliu certo número de famílias radicadas no alto sertão da Bahia a procurar outros sítios onde pudessem estar a salvo do flagelo. Tomaram o rumo da costa e, ao depararem condições favoráveis, em meio do caminho, ali se fixaram.
Esses retirantes instalaram-se no território, constando ter sido Manoel Balbino da Paixão quem primeiro se estabeleceu às margens do rio Verruga, no ponto onde este se une ao rio Pardo, do qual é afluente. Cerca de um quilômetro acima, no lugar em que o riacho Santa Maria lança suas águas no Verruga, localizou-se Manoel Raimundo da Fonseca. À margem esquerda do Pardo, construiu o tenente Maximino Martinho de Oliveira uma propriedade que recebeu o nome de Barra do Choca.
Outro pioneiro a instalar-se em uma pequena faixa de terra que hoje compõe Itambé foi Estevam Gonçalves de Oliveira.
Não faltou a presença de religiosos nos primórdios do Município: Frei Luís construiu uma pequena capela, estabelecendo-se na Fazenda Santa Maria e muito concorreu para a catequese dos silvícolas.
Formação Administrativa
A Lei estadual n.° 2.042, de 12 de agosto de 1927, criou o Município de Itambé com território desmembrado de Vitória da Conquista e sede no antigo povoado de Verruga.
Instalado a 1.° de janeiro de 1928, ficou constituído de um único distrito, até que, por força do Decreto estadual n.° 11.089, de 30 de novembro de 1938, adquiriu do Município de Vitória da Conquista
o distrito de Itatinga, que teve a denominação alterada para Itapetinga (Decreto-lei estadual n.° 141, de 31 de dezembro de 1943).
Nova alteração se verificou em sua formação administrativa com a perda de Itapetinga, elevado a Município em virtude da Lei n.° 508, de 12 de dezembro de 1952.
A Lei n.° 628, de 30 de dezembro de 1953, deu a Itambé uma nova constituição atual, pela qual o município se compõe de 2 distritos: o da sede, de mesmo nome, e Catolèzinho.

Cidade:

Itambé

Estado:

BA

Prefeito:

JOSÉ CANDIDO ROCHA ARAÚJO [2021]

Gentílico:

itambeense

Área Territorial:

1.534,575 km²[2019]

População estimada:

22.754 pessoas [2020]

Densidade demográfica:

16,41 hab/km² [2010]

Escolarização :6 a 14 anos

96,0 % [2010]

IDHM: Índice de desenvolvimento humano municipal

0,578 [2010]

Mortalidade infantil:

18,94 óbitos por mil nascidos vivos [2017]

Receitas realizadas:

47.331,72180 R$ (×1000) [2017]

Despesas empenhadas:

43.877,50153 R$ (×1000) [2017]

PIB per capita:

10.099,79 R$ [2018]